O técnico português Jorge Jesus colocou duas condições claras para assumir o comando da Seleção Brasileira, cargo que ficou vago após a saída de Dorival Júnior. Segundo informações de pessoas próximas ao treinador, ele exige total independência em seu trabalho e uma remuneração compatível com o que recebe atualmente no Al-Hilal, clube da Arábia Saudita.
Atualmente, Jorge Jesus recebe cerca de R$ 63 milhões por ano no Al-Hilal, o equivalente a aproximadamente R$ 6,43 milhões mensais. Esse valor o coloca entre os dez técnicos mais bem pagos do mundo. Para aceitar a proposta da CBF, o treinador espera um salário próximo a esses valores, algo que superaria em muito o padrão de remuneração praticado com técnicos na América do Sul.
Além da questão financeira, o técnico português quer autonomia absoluta para comandar a Seleção Brasileira. Ele pretende replicar o modelo que adotou no Flamengo em 2019, quando assumiu controle total sobre as decisões técnicas. Fontes próximas ao treinador revelam que ele não aceitaria interferências externas em seu trabalho, mantendo a mesma postura independente que marcou sua passagem pelo futebol brasileiro.
O contrato de Jorge Jesus com o Al-Hilal segue até junho deste ano, o que facilitaria uma eventual negociação com a CBF. Enquanto isso, a torcida brasileira já manifesta apoio à possível contratação, com campanhas nas redes sociais e até mesmo narradores tradicionais como Galvão Bueno e Luis Roberto defendendo publicamente sua nomeação.
A Confederação Brasileira de Futebol agora avalia como atender às exigências do técnico português. O desafio inclui não apenas equalizar a proposta financeira, mas também garantir a autonomia que Jesus exige em um ambiente tradicionalmente marcado por influências políticas.
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