Na manhã desta quarta-feira (2), a Polícia Civil do Ceará deflagrou uma operação que resultou na prisão de 10 influenciadores digitais suspeitos de promover de forma enganosa supostas formas fáceis de ganhar dinheiro em cassinos on-line, como o “jogo do tigrinho”.
De acordo com a polícia, os influenciadores enganavam seus seguidores ao utilizar “contas demo” e senhas programadas para garantir vitórias em sites de apostas, induzindo o público a acreditar que poderiam obter lucros expressivos sem esforço.
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens. Em Juazeiro do Norte, três veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 500 mil cada, foram apreendidos com os suspeitos.

Dentre os influenciadores detidos estão Brenna Brito, Felipe Galviz e Joyce Gomes. A advogada Dágila Ribeiro, que representa Brenna Brito e Felipe Galviz, declarou que seus clientes estão cientes das acusações e que, segundo ela, as plataformas estavam legalizadas e os impostos devidamente pagos. “A investigação ocorre desde 2023, e uma parte da legalização foi feita no último ano. No entanto, com relação às divulgações anteriores, eles deverão prestar esclarecimentos à justiça”, afirmou.
A ação ocorreu em diversas cidades do Ceará, como Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio, além de municípios em outros estados, incluindo São Paulo (Embu das Artes e Santana de Parnaíba), Mato Grosso (Cuiabá e Várzea Grande) e Pará (Marabá).
No total, foram expedidos:
- 13 mandados de prisão,
- 17 mandados de busca e apreensão,
- 23 mandados de busca de veículos,
- 15 mandados de bloqueio de bens e valores.
Carros de luxo e uma quantia significativa em dinheiro foram apreendidos, embora o valor exato não tenha sido divulgado.
As investigações começaram há cerca de um ano, após a polícia receber informações de que criadores de conteúdo estariam promovendo jogos de azar de forma irregular. Segundo o policial civil Júlio Agrelli, os alvos da operação incluem agentes e influenciadores que administram plataformas ilegais. “O volume movimentado por esse grupo é muito significativo. Como não têm autorização do Estado para operar, deixam de recolher uma quantia relevante de tributos”, explicou.
Ainda conforme as investigações, a organização criminosa inclui proprietários chineses das plataformas, gerentes, agentes responsáveis pela contratação dos influenciadores e os próprios criadores de conteúdo.
O delegado Giovani Moraes, do Núcleo de Inteligência de Juazeiro do Norte, detalhou que a investigação contou com autorização do Ministério da Fazenda e comprovou que as plataformas promovidas não eram legalizadas. “Eles continuaram a divulgar novas plataformas de forma criminosa, o que motivou a deflagração da operação nesta data”, concluiu.
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