O aguardado julgamento dos policiais militares acusados de envolvimento na morte de três jovens no bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus, teve início nesta segunda-feira (29) no Fórum Henoch Reis, na Zona Centro-Sul da capital. O caso, que gerou grande repercussão em 2016, estava originalmente marcado para novembro do ano passado, mas foi adiado a pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e da defesa de um dos réus.
A defesa de dois dos 10 réus solicitou novamente o adiamento, alegando que os peritos não forneceram os esclarecimentos necessários e que os laudos complementares não foram incluídos no processo. O Ministério Público também apontou a ausência dos laudos e a falta de informação sobre sua elaboração. No entanto, a juíza Patrícia Campos, presidente da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, não acatou os pedidos, argumentando que as perícias deveriam ter sido requisitadas anteriormente.
O “Caso Grande Vitória” envolve o desaparecimento de Alex Júlio Roque de Melo, 25 anos, Ewerton Marinho, 20, e Rita de Cássia, 19, que foram abordados por policiais militares após uma festa e nunca mais foram vistos. As imagens de câmeras de vigilância mostraram o momento em que os jovens foram instruídos a entrar no carro da PM.
Sete anos após o crime, os corpos das vítimas permanecem desaparecidos. A Polícia Civil concluiu o inquérito em dezembro de 2016, indicando que o trio foi morto, e confirmou a participação dos policiais no caso. O desaparecimento provocou protestos na época, com moradores entrando em confronto com a polícia, resultando em um veículo incendiado e a necessidade de intervenção com balas de borracha.
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